Diário · 20 de julho, 2026
Um pouco de quem faz a Ciclos do Sol hoje
Por Maria

Não é segredo para ninguém que a Ciclos do Sol nasceu da minha proximidade com a espiritualidade da Deusa.
Foi durante a pandemia que passei a olhar mais para dentro de mim e a questionar muitos dos cânones que a vida nos impõe. Nesse período, aprofundei minha conexão com o feminino e com o significado de ser mulher. Também foi quando resgatei minhas raízes ancestrais, tanto do lado quechua quanto do lado espanhol e alemão.
Como a maioria dos latino-americanos, sou fruto do encontro de diferentes povos e culturas. Em algum momento da história, essas trajetórias se cruzaram e formaram quem sou hoje. E, em todas elas, a presença das mulheres sempre esteve ligada ao cuidado, à criação e ao fazer manual.
Não consigo me imaginar distante do trabalho artesanal. Criar com as mãos é uma forma de expressão, de memória e de conexão com a natureza. Isso, é claro, não significa que nós, mulheres, estejamos limitadas a esse espaço. Pelo contrário: podemos ocupar qualquer lugar que desejarmos. Mas também não precisamos abandonar aquilo que tantas gerações de mulheres fizeram antes de nós para que esse trabalho seja valorizado.
Em 2026, vejo que o significado de ser mulher está no centro de muitos debates. É justamente por isso que retomo a Ciclos do Sol: como um espaço de criação manual, de reconexão com a natureza e de valorização das nossas histórias.
Hoje, sendo mãe de uma menina, esse propósito ganhou ainda mais sentido. Quero ensinar à minha filha a história das nossas ancestrais, o respeito pela natureza, a importância da nossa linhagem materna e o valor da identidade feminina. Quero que ela cresça sabendo que ser mulher possui uma experiência própria, vivida e transmitida ao longo das gerações, e que essa realidade merece ser conhecida, respeitada e preservada.
Continue lendo

